Os Livros da Vida: Abelardo, Dante, Cardano, Santa Teresa

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Durante a investigação realizada em “O Destino do Humanismo: uma leitura do Fausto de Goethe”, o grande poema da modernidade nos apresentou ferramentas importantes para a compreensão e crítica do que chamo de “projeto humanista”, e sua leitura nos levou a dar atenção a tópicos os mais variados, como a noção de mal segundo Santo Tomás de Aquino, a mudança do modelo pedagógico medieval para o modelo pedagógico renascentista e a relação entre idealismo alemão e estatismo moderno.

 “Os Livros da Vida: Abelardo, Dante, Cardano, Santa Teresa” dá continuidade às pesquisas, mas sem depender diretamente de “O Destino do Humanismo”, que pode ser assistido à parte.

A investigação do projeto humanista é ampliada e passa a ser conduzida do ponto de vista da história de uma sensibilidade tipicamente moderna, a qual tem por manifestação imediata uma alteração dos modos de autoconsciência do indivíduo.

Essa alteração pode ser rastreada em escritos autobiográficos, os quais começam a abundar entre os séculos XII e XVI. Selecionei, pois, os seguintes textos como filtro para nossas discussões:

+ A História das Minhas Calamidades (1132), de Pedro Abelardo, um dos grandes lógicos medievais;

+ Vida Nova (1294), de Dante Alighieri, o maior poeta europeu;

+ Livro da Minha Vida (1576), de Girolamo Cardano, astrólogo e matemático, espécie de celebridade internacional do Renascimento;

+ Livro da Vida (1588), de Santa Teresa d’Ávila, Doutora da Igreja e mística cofundadora da Ordem dos Carmelitas Descalços.

É dada especial atenção à maneira como se produz, já no século XII, um cisão entre "ficção" e "teoria", ou entre criação estética e edificação da alma, raiz de cisões ainda mais radicais, como a ainda hoje dominante oposição de "fé" e "razão". 

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